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Por: José Amoras

Que impacto trouxe o 01/11/2011 (já que a data nunca mais se repetirá) – o Dia de Finados - além da costumeira realidade sentencial da morte, das consequências do pesar, da tristeza, da depressão daquele que insiste em ser morto juntamente com o seu finado?

O que aconteceu de tão relevante em 20 de outubro do ano passado (2010 2010)?

Que gênero de expectativa trará o exercício insano da especulação a respeito do próximo 20 de novembro de 2011 (2011 2011), além do conveniente favorecimento dos que se tornam milionários, em cima do sincero espírito de busca dos incautos e dos incultos, promovendo-se às custas da escravidão das práticas do ocultismo, escrevendo best-sellers, proferindo conferências inconclusivas, alimentando blogs, semeando inutilidade, medo e apreensão sobre coisas que se não vêem, mas que, evidentemente, podem ser manifestas para o bem ou para o mal?

A história do bem e do mal, por si só, deixa de ser intrigante, quando você perscruta no seu espírito, a simplicidade e a clareza reveladas na tipologia da escritura autorizada. No relato do livro bíblico de gênesis soprado por Deus a Moisés é dito que no Jardim do Éden havia muitas árvores de frutos destinadas a nutrir o homem recém creado (não estranhe a grafia; não pense que o correto seria “criado”; em outra oportunidade falaremos sobre ela).

Deus disse ao homem que ele deveria comer dos frutos de todas as árvores, principalmente, da ÁRVORE DA VIDA (que tipifica o próprio Deus) e que, sob hipótese alguma comesse ou, ao menos tocasse (do e no) fruto da árvore do conhecimento do BEM e do MAL (que tipifica o adversário de Deus).

O Homem que precisa buscar comunhão, conselho e instrução em Deus e na Sua Onisciência e não na sua “adjutora”, preferiu ouvir a mulher que já havia provado do fruto e “comprovado”, dessa forma, que não morrera. Fato é que o homem virou as costas para o seu Creador e inaugurou a morte (no corpo físico) e, também, mortificou seu próprio espírito humano.

Alguns milênios depois o próprio Deus descendeu à Terra, se tornou carne em um corpo humano (sem pecado), entronizando-Se no útero de uma judia piedosa e, cumprindo o Seu ministério terreno, disse a respeito de Si próprio (aquela Árvore da Vida de “No princípio” e do final do livro de Apocalipse:

Quem de mim se alimenta por mim viverá” (Jo 6:57)

E quando “Aquele que ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas” começou a proferir o Seu Segue-Me, um dos jovens discípulos pediu que deveria primeiro enterrar seu pai que havia falecido, o próprio Deus, agora encarnado, disse:

“Segue-me, deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos” (MT 8:22), indicando que todo aquele que não aceita o DOM DA VIDA, continua com o seu espírito mortificado.

Penso que um excelente exercício de contemplação todos poderíamos experenciar ao fazer a seguinte pergunta:

O que de tão relevante aconteceu no dia 00/00/0000? A resposta é tão singular quanto extraordinária, o poder de Deus trouxe tudo À EXISTÊNCIA:

No princípio Deus creou os céus e a terra” (Gn 1:1) E os céus (ou seja, os anjos, arcanjos e querubins), “proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos”(Sl 19:1); não deveriam todos os homens, uníssono, também fazê-lo?

“No princípio era o Verbo [Cristo] e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas, o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade [carnal] do homem, mas, de Deus”. (Jo 1:1-4, 10-13)

 Voltando-nos para o registro mosaico, podemos nos esforçar para obter seu significado claro e óbvio. “No princípio”, lemos “Deus creou...”(gn 1:1). O princípio se refere, naturalmente, à primeira existência daquilo com que a História se preocupa: os céus e a terra. Por isso, a expressão, neste caso, tem um sentido bastante diferente daquele encontrado no primeiro versículo do evangelho de João. Aqui, em gênesis, ele é usado para designar o início dos tempos, mas, lá, em João, refere-se às incontáveis eras da eternidade antes que o tempo existisse com as eras mais primitivas da terra. O terceiro versículo de João, “todas as coisas foram feitas por intermédio Dele”, leva-nos ao período do primeiro versículo de gênesis, no qual é colocado, de uma vez, um fim à especulação com respeito à eternidade da matéria, pois Deus era antes das coisas que são vistas e, por Sua vontade suprema, chamou-as à existência. Mais ainda: esta curta sentença aplica um golpe mortal em todas as identificações panteístas de Deus com a natureza. Esta, por sua vez, é apenas uma de Suas muitas creaturas, uma da sobras de Suas mãos: seus anos podem ser contados e o dia do seu nascimento é conhecido. Lá esta data estava alinhada. Porém, de eternidade em eternidade, somente Ele é Deus.
 
Para finalizar:

“De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas (em oculto), quer sejam boas, quer sejam más”. (Ecl 12:13,14)