· Idade
· Sexo
· Antecedentes familiares
· Raça
· Obesidade
· Estresse
· Vida sedentária
· Álcool
· Tabaco
· Anticoncepcionais
· Alimentação rica em sódio e gorduras.
O controle da hipertensão arterial dar início a detecção e observação contínua, não devendo ser diagnosticada com base em uma única medida da pressão arterial. Após sua confirmação, deve ser classificada como hipertensão primária ou secundária, verificação do prejuízo dos órgãos alvos como coração, cérebro e rins e levantamento de outros fatores de risco cardiovasculares.
Tratando-se da variável idade, vários estudos a consideram como um fator de risco importante que contribui para o manifestação da hipertensão arterial, devido à alterações na musculatura lisa e no tecido conjuntivo dos vasos, como conseqüência do processo de envelhecimento.
Associando idade e sexo, a hipertensão arterial ocorre com maior freqüência no sexo masculino, porém, devido às mudanças de hábitos das mulheres, essa freqüência tem diminuído. As mulheres que fumam e fazem uso de anticoncepcional, com mais de 30 anos, são as mais atingidas. No homem ela aparece depois dos 30 anos e na mulher, após a menopausa. Em ambos os sexos, a freqüência da hipertensão cresce com o aumento da idade, sendo que os homens jovens têm pressão arterial mais elevada que as mulheres, porém após a meia idade este quadro se reverte.
Em relação à raça, a negra é mais atingida, sendo que a maior incidência de hipertensão arterial na raça negra ocorre na faixa etária entre 35 a 44 anos.
Tratando-se da profissão, alguns estudos relacionam a profissão/ocupação com a elevação da pressão arterial, sendo que os índices mais baixos de pressão arterial ocorrem no grupo socialmente mais privilegiado e os que nunca trabalharam ocupam uma posição intermediária em relação à prevalência de hipertensão.
Quanto à variável nível de escolaridade, ficou demonstrado que há uma tendência na queda da média da pressão arterial sistólica e da proporção da hipertensão arterial, conforme o grau de educação aumenta. Talvez isso ocorra devido à influência de outros fatores, como a ocupação e fatores de ordem social. Há uma menor prevalência da doença com o aumento do nível de escolaridade, sendo este dado relevante, já que irá interferir diretamente na assimilação das orientações necessárias ao tratamento.
O exercício físico colabora na redução da obesidade e para a prevenção de doenças coronárias. Também auxilia na preservação da independência de pessoas idosas, melhorando o funcionamento do organismo, reforçando o coração, músculos, pulmões, ossos e articulação. A atividade física realizada regularmente melhora a condição física e a saúde do coração.
Outro fator de risco estudado foi à quantidade de sal na dieta. Questionados sobre a alimentação, grande parte dos clientes respondeu que sua comida é preparada com pouco sal e apenas um indivíduo respondeu que utilizava bastante sal. Porém, observa-se que, apesar de a maioria ter dado tal resposta, fica a dúvida em relação à quantidade ideal de consumo de sal, pois conceitos de pouco, muito e médio são variáveis de pessoa para pessoa, por não possibilitarem uma medida real.
O álcool é outro fator de risco, que contribui para o agravamento da doença. O aumento das taxas de álcool no sangue eleva a pressão arterial lenta e progressivamente.
Quanto à utilização de tabaco, a nicotina é prejudicial ao organismo, pois promove a liberação de catecolaminas, que aumentam a freqüência cardíaca, a pressão arterial e a resistência periférica. Há redução de oxigênio nos glóbulos vermelhos em cerca de 15 a 20%, pois o monóxido de carbono que resulta da queima do fumo e do papel, se liga à hemoglobina.
Há necessidade de uma intervenção educativa mais esclarecedora, já que a execução de tais atividades é recomendada para o tratamento da hipertensão arterial e para a prevenção de complicações.
Para que os clientes sintam-se motivados a participarem ativamente do tratamento da hipertensão arterial, acredita-se que o caminho seja a educação e a estimulação para a mudança de atitudes diante da patologia. Deve haver também, um maior envolvimento dos profissionais que participam dos programas de atendimento, oferecendo suporte social adequado, através de uma relação social mais próxima, na qual tenha afetividade, comunicação e visão do cliente como único, levando-se em consideração seus problemas e sua história de vida. |